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Xangô rege 2024 no Barracão

Por: Pai Alexandre Falasco

Xangô rege 2024 no Barracão

Saiba o que nos reserva o terceiro caminho de Ejila-Xeborá

Com o Orixá da Justiça em seu odu principal, não é difícil sugerir que será um ano que exigirá conduta irrepreensível em todos os aspectos da vida, especialmente no campo religioso, onde o Pai Xangô exige reverência e respeito para todo o sagrado, para todos os orixás e guias.

Especificamente no terceiro caminho, é um ano que favorece aqueles que, além de atentarem para o que já foi dito acima, ainda tiverem paciência e resignação, tendem a terminar o ano muito bem, com muitas novidades boas em diferentes planos, sobretudo o financeiro.

Mas não se engane, não é um ano fácil, porque a maioria de nós se acha merecedor e nem sempre somos, é um ano que exige dedicação.

Vamos eleger essa palavra: dedicação.

Mas afinal, será um ano bom ou não?

Após 2020, qualquer destino que não seja o quinto caminho de Odí é um alívio para mim, qualquer alternativa é bem-vinda, especialmente sendo o odu de meu Pai Xangô. Resta saber caminhar na retidão.

Em tempo...

O Odu Ejila-Xeborá é muito exigente: se não andar direito poderá ter desilusão.

Ele expressa a ideia de contato, troca e relação entre seres ou coisas. Abrange união, casamento, contratos, pactos, acordos e compromissos.

Este odu propicia vitória em todas as áreas da vida, encerrando momentos de desespero e fornecendo força para superá-los. Ejila-Xeborá fortalece espiritualmente, traz inteligência e para os solteiros pode até transformar uma nova amizade que vier a aparecer em romance.

Xangô, o grande rei, Orixá da justiça, aquele que resolve impasses e lidera seu povo como ninguém. Vaidoso, rico e elegante, absoluto nas montanhas e pedreiras. Que seu axé possa chegar a todos os filhos do nosso Barracão.

Um Feliz 2024 para todos nós.


Para os apaixonados como eu pelos detalhes do merindlogun, transcrevo abaixo as anotações do saudoso Professor Agenor sobre essa caída de Odu:

Diz a história do princípio do mundo que duas crianças nascidas numa cidade daquele tempo, por caprichos da sorte, foram vendidas separadamente para muito longe daquelas paragens. O primeiro foi vendido para um convento de padres, tornando-se muito estimado deles. O seu senhor queria-lhe muito bem e na hora da sua morte deixou-lhe por testamento tudo o que aqueles frades possuíam e ele assim tornou-se o senhor mais rico daquela terra. A outra criança que também fora vendida seguiu para o convento de freiras, tornando-se bastante estimada por elas. Um dia, morreram todas as freiras, ficando para ela todos os haveres que elas possuíam em vida. Assim ficou esta muito rica, a ponto de ser a senhora mais importante do lugar.

Estes versículos dizem que há os que passam uma vida amargurada, mas que terão paradeiro, se souberem atuar com imaginação, moderação e capacidade. É multo favorável o futuro próximo, por mais que seja duro o presente.

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